domingo, fevereiro 12, 2017

(DIM) A elegância de viver segundo Françoise Sagan

Em 1954 ficou mundialmente célebre com o romance «Bonjour Tristesse». Tinha dezoito anos e, de um momento para o outro, estava milionária e com todos os possíveis e impossíveis por cumprir. Por isso criou uma corte de amigos (entre as quais se contava a Greco), que se deslocava todas as noites pelas boîtes parisienses e acelerava a fundo sempre que se via ao volante em plena estrada.
A intelectualidade de então detestava-a, classificando-a de frívola, mas os sucessivos livros vendem-se como pãezinhos quentes ou não viessem sempre acompanhados por um odor a escândalo por causa dos personagens, sobretudo os femininos, que viviam uma sexualidade sem complexos, nem pudores.
Em 1957, porém, fica com a vida virada do avesso: um desastre de carro põe-na em coma durante semanas e tornam-na, graças aos opiáceos utilizados na redução da dor, numa toxicómana para o resto da vida.
Quando recupera anseia por maior conformidade com os bons costumes e tenta o casamento. Ou os casamentos, porque eles fazem-se e desafazem-se rapidamente sem jamais lhe garantirem a tranquilidade pretendida. Que só sucederá bastante mais tarde, quando conhece uma estilista, Peggy Roche que será sua amante até à morte.  É com ela que se afasta dos casinos, onde ganhara e perdera fortunas e do álcool definitivamente proibido após nova tangente com a morte por causa de uma pancreatite.
Bastante mais complexa do que a ideia feita, que se chegou a dela disseminar, Sagan foi uma mulher que tudo teve e nada a fez verdadeiramente feliz.

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