sábado, agosto 09, 2008

O DESESPERO DE UM ANÃO

Mikheil Saakashvili não é flor que se cheire. Só daqui a uns anos saberemos das suas ligações à CIA e à óbvia tentativa norte-americana de, com o conluio da NATO, cercar a Rússia com regimes hostis à sua volta.
Durante um par de anos, o actual presidente georgiano conseguiu iludir o seu povo prometendo-lhe uma clara melhoria dos seus padrões de vida à conta da sua proclamada amizade com os norte-americanos e, sobretudo, com George W. Bush.
No entanto, à medida que essas promessas iam sendo denunciadas como vãs ilusões, Saakashvili ia ficando cada vez mais nervoso. Começou a reprimir manifestações oposicionistas. Para já não falar do candidato, que contra ele concorrera nas eleições presidenciais e que foi liminarmente assassinado…
Agora que antevê mudanças na Casa Branca e um mundo cada vez mais influenciado no seu curso pelo ressurgimento da Rússia de Putin, ele sabe terminado o tempo de vida da sua carreira política. Tentou, pois, o desesperado salto em frente, esperançado que a NATO acorresse em seu socorro.
Ao avançar para territórios, que têm tanta (falta de) legitimidade para se tornarem independentes quanto o Kosovo, o resultado está à vista. A derrota adivinha-se e a Rússia não deixa de mostrar o quão energeticamente dependente está a Europa da sua boa vontade.
O bombardeamento de um oleoduto no Caúcaso funciona como óbvio aviso a quem tiver veleidades em se imiscuir no quintal das traseiras de Moscovo...

Sem comentários: