terça-feira, setembro 11, 2018

(C) Demasiado grandes para sobreviverem


Em 2013 o biólogo americano William Laurence baseou-se na sua experiência de trinta anos como investigador sobre as grandes árvores das florestas mundiais para prever que as mais colossais não tardariam a ficar à beira da extinção, não só por efeito das grandes serras mecânicas, mas sobretudo devido à sua vulnerabilidade perante tempestades e secas cada vez mais extremas. Algo que as alterações climáticas só tenderiam a exacerbar.
Os factos parecem confirmar essa tese: em apenas doze anos, dez dos maiores e mais antigos baobás conhecidos morreram ou estão moribundos. Assim aconteceu com o de Platland, na África do Sul (fotografia ao lado), com 34 metros de circunferência, apesar de ser um dos mais visitados pela sua singularidade. Imitou um outro, o Chapman, no Botswana, que viu terminados os seus 1400 anos de vida, depois de se ter atingido um novo record a nível de temperatura mais elevada.
As alterações climáticas em curso na África Austral - aonde elas se fazem sentir com invulgar rapidez - estão a vitimar as grandes árvores sem que se encontre paliativo eficaz. A sua excessiva altura está a tornar-se-lhes fatal...

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