Se na conhecida fórmula académica de se escolherem três livros para uma ilha desértica, e um deles obrigatoriamente de banda desenhada, não tenho dúvidas em admitir que a escolha residiria num dos títulos de Edgar P. Jacobs com Blake e Mortimer como protagonistas.

Reparo que essa lei data do ano em que nasci, o que dá bem conta do ambiente de preconceito em que cresci, com os meninos e as meninas a não se misturarem nas escolas. Porque o que era legislado para França não era decerto menos obscurantista na ditadura salazarista.
Quando, em 1971, integrei uma das primeiras turmas mistas do Liceu de Almada, a novidade quase soou a revolução. E, no entanto, o 25 de abril estaria logo ali, ao virar da História.
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