À partida temos um trio de cingaleses da etnia tâmil, que foi chacinada em 2009 pela ditadura instalada em Colombo. Embora aparentem ser uma família este homem, esta mulher e essa miúda de nove anos não se conheciam no momento de deixarem o seu país. Apenas por conveniência para melhor serem reconhecidos como refugiados é que simulam o parentesco.
Veem-se então instalados num subúrbio da capital, onde o homem logo arranja emprego como porteiro de um prédio. Por seu lado, a mulher arranja sustento como empregada doméstica e a criança frequenta uma turma especial na escola.
A aprendizagem acelerada é feita de muitos momentos de satisfação, à mistura com outros de medo. E a câmara deixa-nos vaguear através da perspetiva dos seus olhares perscrutadores. É aí que o filme revela a sua singularidade, ao mesmo tempo que vai surgindo a empatia sentimental entre a mulher e o homem, que veem um no outro a resposta para as respetivas solidões.
O problema reside no mafioso, que domina o bairro. E surge, então, a inevitável violência… com o antigo guerrilheiro a recorrer à experiência de guerra para assegurar a sobrevivência da família, subitamente ameaçada por quem a pretendia subjugar...
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