
O termo “amok” provém de uma doença mental de origem malaia, que chegou à Europa por volta de 1830 e equivalia algo próximo da fúria descontrolada. Nalguns casos revestia-se de uma raiva suicidária, que levava tudo à frente, morrendo e matando quantos encontrasse no percurso.
Foi esse o tema de um quadro pintado em 1909 por um jovem pintor austríaco, que o designou como «Amokläuter» e prenunciou a loucura em que viria depois a tombar. Ele chamava-se Oskar Kokoschka.
Para construir o seu libreto, Orianne Moretti recorreu às centenas de cartas trocadas pelos amantes, bem como às investigações de Alfreid Weidinger e Bénédicte Abraham, que lhe garantiram a credibilidade da assumida «very true history».

Quando ele morre - tinha ela 13 anos -, a jovem Alma fica desconsolada. A mãe não tarda em casar com Carl Moll, um dos discípulos do mestre e chefe de fila da Escola da Secessão Vienense. Embora Alma o odeie, é graças a ele que frequenta os ambientes da vanguarda local e se torna numa das suas principais divas graças à sua beleza.
Dá o primeiro beijo a Klimt por quem se apaixonou loucamente e até casar-se com Gustav Mahler - que lhe exige a renúncia à composição musical - ainda namorisca com o compositor Zemlinsky e com o pintor Knopff.
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