No prefácio à edição, que ando a ler de «As Antigas e Novas Andanças do Demónio», Jorge de Sena enfatiza o seu valor de escritor em detrimento de outros, rapidamente caídos no esquecimento pelo inevitável envelhecimento dos seus temas e estilos.
Sabe-se que ele sempre lamentou não colher da pátria o merecimento a que se julgava com direito, morrendo tão exilado quanto tinha estado durante a ditadura salazarista-marcelista.

A colocação de barbas brancas seria assim uma invenção para que não se confundisse esse Satanás com o venerável ancião nórdico.
Mesmo dando tratos à imaginação à procura de metáforas reconheço-me incapaz de a elas chegar com um mínimo de consistência.
Desinteressante, o conto parece-me muito mais um ensaio surrealista do que uma história com cabeça., tronco e membros...
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