Foi uma das decisões mais prejudiciais para a causa árabe em geral e a palestiniana em particular a da adesão do grande mufti de Jerusalém à causa nazi, quando viu na aparente caminhada alemã para a vitória na 2ª Guerra Mundial a oportunidade para libertar a sua terra dos ocupantes britânicos e dos judeus a quem eles davam crescente apoio.

Mas já desde a década de 20 do século transacto que Amin-el Hussein lutava contra o movimento emigratório de judeus para as terras palestinianas promovido pelos ocupantes.
Em 1937 instala-se em Berlim ao identificar-se cada vez mais com o discurso anti-judeu dos nazis, passando a conviver com os altos dignitários do III Reich e interessando-se pela solução final.
Numa progressão imparável de empenhamento com a estratégia nazi, Amin-el Hussein cria um corpo de elite muçulmano de 12 mil homens recrutado na Bósnia e na Croácia e destinado a combater os Aliados e incorporado na Waffen.
Essa visão completamente falhada da melhor via para defender os interesses árabes não merece condenação da maioria dos povos do Próximo Oriente: ainda hoje ele é recordado como um herói e um grande nacionalista.
O que demonstra quanto o ódio gerado pela injustiça sionista inibe as suas vítimas de uma apreciação mais humanista da história europeia aonde o Holocausto figura efectivamente como página tenebrosa...
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